Histórias

Novotec: Hult EF ensina inglês a alunos preocupados com sucesso no mercado de trabalho durante a pandemia

Eduardo Santos

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EF Learning Student

Historicamente, não era preocupação das escolas públicas formar jovens com habilidades emocionais e técnicas para o mercado de trabalho. A avaliação é de Daniel Barros, subsecretário de Ensino Profissionalizante da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo.

Formado em Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em Administração Pública pela Universidade de Columbia, em Nova York, e autor do livro País Mal Educado: Por Que se Aprende Tão Pouco nas Escolas Brasileiras?, Daniel vem trabalhando na implantação do programa Novotec para os alunos do ensino médio da rede estadual. Cursos rápidos de qualificação profissional e mais longos de ensino técnico são oferecidos aos alunos em áreas relacionadas a turismo, tecnologia, indústria e administração, alguns dos setores em que o bom domínio da língua inglesa é indispensável.

A combinação entre ensino prático e soluções digitais resultou em alto engajamento dos alunos de cursos técnicos e de qualificação profissional no estado desde a suspensão das aulas presenciais por conta do coronavírus. Em um agradável bate papo, Daniel compartilhou conosco sua experiência na promoção de políticas públicas de educação, analisou as lições trazidas pelas aulas online durante a pandemia e falou também sobre a parceria com a Hult EF, que doou 17 mil bolsas de inglês ao governo paulista em maio do ano passado.

Cursos de qualificação no novo Ensino Médio

A principal mudança trazida pela recente reforma do Ensino Médio foi a divisão da carga horária em 60% de disciplinas obrigatórias (Português, Matemática e Inglês) e 40% destinadas à implementação dos chamados itinerários formativos, que permitem ao aluno escolher aulas de sua preferência (Ciências, História e Filosofia, entre outras) ou até optar pela formação profissionalizante. Nesse novo formato, para Daniel, a escola se conecta ao futuro do estudante, seja na universidade ou no mercado de trabalho.

“Aí é que entra a oferta de qualificação profissional e ensino técnico e de cursos de idiomas também, com o apoio da tecnologia, com a qualidade que garanta aos alunos aprender um idioma ao fim do período. E não que esse componente curricular seja pró-forma, como é atualmente. Iniciativas como a da Hult EF dão significado a esse componente curricular”, afirma.

Educação justa e sem travas

Na visão de Daniel, o modelo de educação de excelência não pode excluir aquele aluno muitas vezes identificado na escola como o “que não quer nada”. Para ele, oferecer no ensino médio cursos profissionalizantes ou de inglês moldados aos interesses dos estudantes pode ajudá-los a superar o estigma que o baixo rendimento em uma aula tradicional pode trazer. Ele cita como exemplo alguém que não pensa em fazer um curso de Excel porque tem dificuldade em matemática. “Esse aluno tem uma trava que diz ‘eu não sou bom na matemática’, mas aí você o ensina a mexer na planilha e na segunda aula ele está fazendo um modelo simples”, conta.

Lições aprendidas na pandemia

Algumas escolas farão provas diagnósticas para entender qual foi a perda de aprendizado durante a suspensão das aulas presenciais. Razão pela qual ele considera cedo para traçar um panorama completo sobre os efeitos da pandemia no ensino. Porém, não deixa de fazer suas apostas no retorno às atividades em classe. “As famílias vão começar a valorizar o trabalho dos professores e das escolas, ver que não é trivial educar.”

A adoção de recursos digitais no apoio às aulas durante o isolamento levou muitos professores a tomar contato com programas educacionais. Daniel acredita na utilização dessas ferramentas e de outras plataformas auto-instrucionais também no retorno ao ensino presencial. “A língua inglesa é a área com mais potencial de isso acontecer. Acho que vai ocorrer mais na iniciativa privada primeiro do que na pública, mas acho que haverá uma abertura em um futuro breve depois da pandemia.”

Salas de aulas “cheias” no isolamento

Soluções digitais têm tudo para gerar engajamento e motivação nos alunos, como mostram os números citados por Daniel, referentes ao período da pandemia. De acordo com ele, a taxa de frequência às aulas online está em 87% entre os cerca de 5 mil alunos do Novotec Integrado (combinação de aulas do Ensino Médio com as de um curso técnico, com duração de três anos). “Isso é um símbolo de como o ensino profissionalizante atrai a atenção e o interesse dos estudantes.”

Qualificação também para o professor

Da mesma maneira que não culpa o aluno pelas falhas na própria formação, Daniel afirma que os educadores não podem ser responsabilizados pelos problemas em sua capacitação.

“Muitas vezes, o professor tem ciência da deficiência dele, e quer melhorar. Só não tem o ferramental para executar essa mudança. Como formulador de políticas públicas na área de educação, a gente tem de oferecer a oportunidade de ele se capacitar.”

O sucesso da parceria Hult EF e Novotec

Os relatos de pais e alunos bolsistas dos cursos da Hult EF são muito empolgantes, segundo Daniel.

“Já como gestores das políticas, a gente vê valor na quantidade de dados que vocês têm. Vocês têm um BI [Business Intelligence] bem robusto, agilidade para botar os alunos na plataforma rapidamente”.

Atualmente, cerca de 6 mil estudantes já foram beneficiados com as bolsas oferecidas por nós da Hult EF. “A gente consegue colocar o aluno em até 48 horas para dentro da plataforma. Isso é bom porque, entre ele se inscrever e começar a cursar, o período de tempo é muito curto, então ele não desengaja”, afirma.

Para 2021, as perspectivas são ainda mais otimistas para o Daniel.

“No ano que vem, a gente vai ter a maior expansão do ensino técnico integrado ao médio na história do estado de São Paulo. Serão mais de 20 mil novas vagas na primeira série, com turmas de administração, de desenvolvimento de sistemas, de guia de turismo. Algumas delas são áreas em que a língua inglesa é fundamental".

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